UMA
METODOLOGIA DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
PARA UMA EXPANSÃO SUSTENTÁVEL DOS NEGÓCIOS
DE PROFISSIONAIS LIBERAIS EMPREENDEDORES
Fabrício Yutaka Fujikawa – Rio de Janeiro, 2007.
Índice | Capítulo 1 - Introdução | Capítulo 2 - Fundamentação Teórica | Capítulo 3 - Problemática | Capítulo 4 - Proposta de Solução | Capítulo 5 - Resultados Esperados | Capítulo 6 - Conclusão | Bibliografia e Anexos
Este trabalho iniciou com a apresentação de um novo paradigma sócio‑econômico — a era do conhecimento — no qual o principal fator de produção não é a terra ou o capital, mas o conhecimento. Em seguida, foram introduzidos os conceitos teóricos que permeiam o texto. No capítulo 3, foi estudada a realidade de uma parcela significativa da população ocupada — os profissionais liberais — sob a ótica da gestão do conhecimento e os reflexos negativos que a falta de uma metodologia aplicada adequadamente ocasiona num momento crucial — quando há expansão de negócios e equipe. Prosseguindo, no capítulo 4 foi apresentada uma metodologia de gestão do conhecimento aderente à realidade desses profissionais para alicerçar suas iniciativas empreendedoras, permitindo uma controlada e escalável alavancagem de atividades, tendo como ferramenta de apoio um web site com funções de repositório da memória organizacional e de canal de comunicação/divulgação. Finalmente, no capítulo 5, foram relacionados os resultados esperados que, em última análise, convergem para a melhor utilização do tempo do profissional liberal na sua atividade‑fim e na expansão de seus negócios.
A metodologia proposta direciona as iniciativas empreendedoras de profissionais liberais para uma orientação por processos, com eficiente disseminação do conhecimento e estruturação em rede (múltiplos vínculos entre as pessoas), características por definição, segundo Cavalcanti (2001), de uma empresa baseada em uso intensivo de conhecimento, o que é perfeitamente aderente aos ramos de atuação da categoria.
O uso de um web site como plataforma tecnológica prepara as fundações para uma futura transformação da empresa em e‑business — entendido como “a integração de processos, organizações e sistemas por meio de tecnologias baseadas na internet e a elas relacionadas, para criar valor de negócio e posições competitivas diferenciados” (Gloor, 2001, p. 15).
Entende‑se, portanto, que a solução apresentada neste trabalho forma uma sólida memória organizacional sobre um ambiente que permite alta escalabilidade, ou seja, pavimenta o caminho do crescimento sustentável do empreendimento.
Como passos seguintes à implantação da metodologia, pode‑se mencionar: a definição e aferição de indicadores de desempenho com métodos de gestão específicos (por exemplo: satisfação do cliente, inadimplência, faturamento, quantidade de não‑conformidades — erros — nos processos, custo dos processos, horas de treinamento por integrante, etc.), a informatização dos processos de negócio (dando prioridade aos essenciais), a integração com sistemas de clientes, parceiros e fornecedores, entre outros. Montados os alicerces do conhecimento da empresa, futuros investimentos em tecnologia devem ter como foco “inovar, incentivar e aprimorar toda a experiência em torno do produto: da seleção e pedido ao recebimento e serviço” (Kalakota, 2002, p. 25).
Qual a dimensão do desafio do profissional liberal empreendedor que adotar a metodologia proposta? Para responder a esta questão, devemos conceituar “equipe de criação do conhecimento”, tal como concebida por Nonaka (1997), cujos componentes são: os profissionais do conhecimento, os engenheiros do conhecimento e os gerentes do conhecimento.
Os profissionais do conhecimento têm como função básica a incorporação do conhecimento — eles acumulam, geram e atualizam os conhecimentos tácito e explícito das organizações — e trabalham em geral nas linhas de frente, em contato com o mundo exterior.
Os engenheiros do conhecimento são os gerentes de nível médio da empresa, atuando como ponte entre os ideais visionários do topo e a realidade do mercado captada pela linha de frente. Normalmente, são os facilitadores dos quatro modos de conversão de conhecimento (socialização, externalização, combinação e internalização).
Já aos gerentes do conhecimento cabe a gerência do processo total de conhecimento organizacional, estabelecendo uma visão do conhecimento que defina o sistema de valor da empresa.
Percebe‑se que, numa empresa incipiente, os três papéis são personificados simultaneamente pelo profissional liberal, numa tarefa hercúlea. Ele deve buscar com afinco, disciplina e disposição um ideal abstrato que só se concretizará em algum momento futuro indefinido — contanto que as decisões corretas sejam tomadas (e trabalho‑extra seja realizado) agora.
Apostando nas características naturais dos empreendedores que, conforme Dornelas (2001), implementam suas ações com total comprometimento, atropelando as adversidades e ultrapassando os obstáculos com uma vontade ímpar de “fazer acontecer”, acredita‑se na viabilidade prática da metodologia proposta. Espera‑se que este trabalho impulsione o sucesso de iniciativas empreendedoras que reconheçam a importância de uma metodologia de gestão do conhecimento e, em última análise, humildemente contribua para que o Brasil ocupe um lugar relevante na sociedade do conhecimento.
Uma metodologia de gestão do conhecimento para uma expansão sustentável dos negócios de profissionais liberais empreendedores
Fabrício Yutaka Fujikawa – Rio de Janeiro, 2007.
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